O Braga dos Bigodes era um trupista diabólico e um terror para a caloirada.
Uma tarde, entrou com o seu grupo no "Nicola" e vendo o Amaral Careca, sentado, a estudar, resolveu meter-se com ele.
- Ó malta ! Este tipo está mesmo a pedir que lhe mijem na careca!
O Amaral levantou-se e ripostou:
" És levadinho da breca!
Tu lá fazes o que podes!
Mijam-me a mim na careca,
Cagam-te a ti nos bigodes!"
( Adaptado de: RUI FERREIRA COELHO, Humor de Angola e não só. Vila do Conde, 1989, p. 67. )
domingo, 29 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Livro de Mortalhas
O Prof. Luís Raposo, Pai, não admitia que fumassem nas aulas de Patologia Cirúrgica. O Amaral Careca, sentado na primeira fila do anfiteatro, certo dia, puxou de um livro de mortalhas.
- O senhor vai fumar ? - pergunta o Professor.
- Não Senhor Professor ! Vou apenas tomar apontamentos !
( RUI FERREIRA COELHO, Humor de Angola e não só. Vila do Conde, 1989, p. 66. )
- O senhor vai fumar ? - pergunta o Professor.
- Não Senhor Professor ! Vou apenas tomar apontamentos !
( RUI FERREIRA COELHO, Humor de Angola e não só. Vila do Conde, 1989, p. 66. )
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Galanteio aos olhos
Depois de cumprido todo o cerimonial de entrada na sala para o exame, fez-se um silêncio fundo, o Mestre começaria, enfim, a ditar as questões a que se seguiria o começo, inevitável, da prova.
Entretanto, o Professor passeava pela sala deitando furtivos olhares policiais que varriam todas as carteiras como a luz de um farol varre o mar.
Mas muito breve os ouvidos dos alunos se habituavam, marcando, pelo som, a distância exacta a que este se encontrava da carteira de cada um.
O acto de copiar pertencia, pois, a cada aluno consoante o maior comprimento da distância a que o Mestre se encontrava nesse momento.
Numa das voltas, porém, um aluno, entusiasmado pela profundidade da ciência que vislumbrava nas cábulas que consultava e ofuscado pela ignorância de que era detentor, não se apercebeu da aproximação do Professor e continuou a sua labuta ao serviço da Ciência ... Silencioso, aquele aproximou-se da carteira, parou e com espanto verificou que o aluno, alheio a tudo, continuava a copiar.
Havia que por fim à fraude. O Professou tossiu para que o aluno desse conta da sua presença, mas nada !
Finalmente o Mestre, perplexo, diz:
-O Senhor julga que eu não tenho olhos ?!...
O aluno, tremendo, esmagado pela situação difícil em que se encontrava, respondeu finalmente:
-Pois tem Senhor Doutor !... E que lindos olhos !...
Depois, como um trovão, ouviu-se a irremediável condenação do delinquente:
-Rua !... Rua !...
Na sala fez-se um silêncio fundo, aterrador, hostil e espesso mas solidário com o prevaricador...
O Mestre sentindo-o resolveu, então dar uma explicação que, em voz forte e solene, encheu a sala e, pelo cómico, desanuviou as apreensões de todos:
-Não foi por copiar! Foi por me dirigir um galanteio aos olhos !...
( Adaptado de: JOÃO FALCATO, Coimbra dos Doutores. Coimbra, Coimbra Editora, Limitada, 1957, pp. 141-146 )
Entretanto, o Professor passeava pela sala deitando furtivos olhares policiais que varriam todas as carteiras como a luz de um farol varre o mar.
Mas muito breve os ouvidos dos alunos se habituavam, marcando, pelo som, a distância exacta a que este se encontrava da carteira de cada um.
O acto de copiar pertencia, pois, a cada aluno consoante o maior comprimento da distância a que o Mestre se encontrava nesse momento.
Numa das voltas, porém, um aluno, entusiasmado pela profundidade da ciência que vislumbrava nas cábulas que consultava e ofuscado pela ignorância de que era detentor, não se apercebeu da aproximação do Professor e continuou a sua labuta ao serviço da Ciência ... Silencioso, aquele aproximou-se da carteira, parou e com espanto verificou que o aluno, alheio a tudo, continuava a copiar.
Havia que por fim à fraude. O Professou tossiu para que o aluno desse conta da sua presença, mas nada !
Finalmente o Mestre, perplexo, diz:
-O Senhor julga que eu não tenho olhos ?!...
O aluno, tremendo, esmagado pela situação difícil em que se encontrava, respondeu finalmente:
-Pois tem Senhor Doutor !... E que lindos olhos !...
Depois, como um trovão, ouviu-se a irremediável condenação do delinquente:
-Rua !... Rua !...
Na sala fez-se um silêncio fundo, aterrador, hostil e espesso mas solidário com o prevaricador...
O Mestre sentindo-o resolveu, então dar uma explicação que, em voz forte e solene, encheu a sala e, pelo cómico, desanuviou as apreensões de todos:
-Não foi por copiar! Foi por me dirigir um galanteio aos olhos !...
( Adaptado de: JOÃO FALCATO, Coimbra dos Doutores. Coimbra, Coimbra Editora, Limitada, 1957, pp. 141-146 )
domingo, 15 de agosto de 2010
Versos
Há sempre, em todas as gerações de Coimbra, um Mestre que para elas simboliza a excelência na asneira como, por exemplo, o Doutor Assis !
Na sala onde existia um do mesmo calibre que o célebre Doutor Assis, uma mão irreverente escreveu no umbral da porta a apresentação :
"Há mil e uma maneiras.
De um indivíduo ser chato.
Nós, aqui na "Peneira" ( Antiga Faculdade de Letras onde hoje está a Biblioteca Geral )
Temos um que, pelo trato,
Tem de ser um chato-nato !
É, meus senhores, ... o Assis !"
Um dia o Mestre, talvez num súbito clarão de auto-crítica, deu-se ao luxo de meter um assistente.
Chamava-se Bacalhau.
Escolheu-o tão bem que a apresentação logo se completou com mais dois versos inspirados:
"É mau,
Mas pior que o Assis,
É o Bacalhau !"
( Adaptado de: JOÃO FALCATO, Coimbra dos Doutores. Coimbra, Coimbra Editora, Limitada, 1957, pp. 117-118. )
Na sala onde existia um do mesmo calibre que o célebre Doutor Assis, uma mão irreverente escreveu no umbral da porta a apresentação :
"Há mil e uma maneiras.
De um indivíduo ser chato.
Nós, aqui na "Peneira" ( Antiga Faculdade de Letras onde hoje está a Biblioteca Geral )
Temos um que, pelo trato,
Tem de ser um chato-nato !
É, meus senhores, ... o Assis !"
Um dia o Mestre, talvez num súbito clarão de auto-crítica, deu-se ao luxo de meter um assistente.
Chamava-se Bacalhau.
Escolheu-o tão bem que a apresentação logo se completou com mais dois versos inspirados:
"É mau,
Mas pior que o Assis,
É o Bacalhau !"
( Adaptado de: JOÃO FALCATO, Coimbra dos Doutores. Coimbra, Coimbra Editora, Limitada, 1957, pp. 117-118. )
Kentes e boas
Nos anos 40 do Século XX, em Coimbra, as Meninas Vasconcelos roubavam o olhar aos estudantes, presos à sua beleza ímpar ...
Endeusadas pelo sortilégio do seu encanto, depressa nasceu-lhes a mania desmesurada das grandezas.
Nas conversas com as amigas começam a insinuar que o Pai ainda era aparentado à Casa Real Britânica, devido à sua remota ascendência inglesa.
Até ao dia em que, corre, em Coimbra, a notícia de que vai visitar a cidade o Duque de Kent que, de visita ao nosso país, já havia manifestado, à Imprensa, o desejo de conhecer a vetusta Universidade de Coimbra.
Isso foi o suficiente para que, transbordantes de emoção, as Meninas Vasconcelos informassem a cidade de que o Duque de Kent, durante a estadia na Lusa Atenas, se hospedaria em sua casa.
Ora acontece que, para grande mal das Meninas, o parente real não chega a vir a Coimbra.
No entanto, fica para a posteridade, mais uma vez, o rasto irónico da Malta:
A partir desse momento, as Meninas Vasconcelos passaram a ser conhecidas pelas Kentes e... Boas !
( Adaptado de: JOÃO FALCATO, Coimbra dos Doutores. Coimbra, Coimbra Editora, Limitada, 1957, pp. 179-180. )
Endeusadas pelo sortilégio do seu encanto, depressa nasceu-lhes a mania desmesurada das grandezas.
Nas conversas com as amigas começam a insinuar que o Pai ainda era aparentado à Casa Real Britânica, devido à sua remota ascendência inglesa.
Até ao dia em que, corre, em Coimbra, a notícia de que vai visitar a cidade o Duque de Kent que, de visita ao nosso país, já havia manifestado, à Imprensa, o desejo de conhecer a vetusta Universidade de Coimbra.
Isso foi o suficiente para que, transbordantes de emoção, as Meninas Vasconcelos informassem a cidade de que o Duque de Kent, durante a estadia na Lusa Atenas, se hospedaria em sua casa.
Ora acontece que, para grande mal das Meninas, o parente real não chega a vir a Coimbra.
No entanto, fica para a posteridade, mais uma vez, o rasto irónico da Malta:
A partir desse momento, as Meninas Vasconcelos passaram a ser conhecidas pelas Kentes e... Boas !
( Adaptado de: JOÃO FALCATO, Coimbra dos Doutores. Coimbra, Coimbra Editora, Limitada, 1957, pp. 179-180. )
Camões
O estudante Felisberto Pika enchia a cidade de brigas diárias com os futricas que, quase sempre, tinham o seu epílogo na barra do tribunal !
Um dia é apanhado a passear na via pública completamente nú pelo que é conduzido, novamente, perante o Juíz.
No terminus do processo este decreta, com solenidade:
-"Fica banido de Coimbra e seu termo !"
Felisberto ergue os olhos admirado e declara, com ênfase:
- "Senhor Doutor Juíz! Depois de Camões, sou o primeiro estudante a ser desterrado. Declaro, porém, que, apesar da triste coincidência, estou muito aborrecido! Estou aborrecido, estou. Não, porém, pelo que V.Exª julga. Estou aborrecido por não saber fazer versos como ele !"
( Adaptado de: JOÃO FALCATO, Coimbra dos Doutores. Coimbra, Coimbra Editora, Limitada, 1957, pp. 33-35. )
Um dia é apanhado a passear na via pública completamente nú pelo que é conduzido, novamente, perante o Juíz.
No terminus do processo este decreta, com solenidade:
-"Fica banido de Coimbra e seu termo !"
Felisberto ergue os olhos admirado e declara, com ênfase:
- "Senhor Doutor Juíz! Depois de Camões, sou o primeiro estudante a ser desterrado. Declaro, porém, que, apesar da triste coincidência, estou muito aborrecido! Estou aborrecido, estou. Não, porém, pelo que V.Exª julga. Estou aborrecido por não saber fazer versos como ele !"
( Adaptado de: JOÃO FALCATO, Coimbra dos Doutores. Coimbra, Coimbra Editora, Limitada, 1957, pp. 33-35. )
sábado, 14 de agosto de 2010
Figuras Públicas
Na Universidade havia um archeiro, meio filósofo, que se orgulhava da linhagem familiar a que pertencia ( tudo gente bem colocada ... ):
" Eu, segui a carreira das armas, sou archeiro; meu irmão, a carreira eclesiástica, é sacristão; o outro meu irmão, a da magistratura, está preso em Alcoentre e, finalmente, a minha irmã seguiu a carreira pública, é prostituta ..."
( Adaptado de: RUI FERREIRA COELHO, Humor de Angola e não só. Vila do Conde, 1989, pp. 65-66.)
" Eu, segui a carreira das armas, sou archeiro; meu irmão, a carreira eclesiástica, é sacristão; o outro meu irmão, a da magistratura, está preso em Alcoentre e, finalmente, a minha irmã seguiu a carreira pública, é prostituta ..."
( Adaptado de: RUI FERREIRA COELHO, Humor de Angola e não só. Vila do Conde, 1989, pp. 65-66.)
Portugal dos Pequenitos
O Professor Álvaro de Matos era conhecido por não gramar o seu colega Bissaya-Barreto !
Por vezes, demonstrava toda a sua antipatia quando perguntava nas aulas:
"Os senhores já viram o percurso do eléctrico ?
Dá a volta, lá em baixo, no Ninho dos Pequeninos e depois vira, cá em cima, no Ninho do Passarão ! ( Casa do Prof. Bissaya Barreto, aos Arcos do Jardim ) "
( Adaptado de: RUI FERREIRA COELHO, Humor de Angola e não só. Vila do Conde, 1989, p.69.)
Por vezes, demonstrava toda a sua antipatia quando perguntava nas aulas:
"Os senhores já viram o percurso do eléctrico ?
Dá a volta, lá em baixo, no Ninho dos Pequeninos e depois vira, cá em cima, no Ninho do Passarão ! ( Casa do Prof. Bissaya Barreto, aos Arcos do Jardim ) "
( Adaptado de: RUI FERREIRA COELHO, Humor de Angola e não só. Vila do Conde, 1989, p.69.)
Lusa Apenas ?
A propósito da ( rídicula ) campanha turística que identificava cidades de Portugal com locais turísticos procurados em todo o Mundo ( Lisboa - A Roma portuguesa; Aveiro - A Veneza portuguesa; Coimbra - A Lusa Atenas ... ) num Cortejo da Queima das Fitas apareceu um carro alegórico com o seguinte nome:
" Lusa - Apenas "
" Lusa - Apenas "
Filiação
O estudante Francisco Barrigas de Carvalho, natural de Trás-os-Montes, era conhecido por algumas façanhas verdadeiramente académicas como o prolongamento quase que Sine die da sua formatura ( que à época provocou o júbilo de toda a Academia ... ) e pela singular forma como se apresentava:
"Barrigas por parte de minha mãe e Carvalho por parte de meu pai"
( Adaptado de: ALBERTO SOUSA LAMY, A Academia de Coimbra 1537-1990.Lisboa, Rei dos Livros, 1990, p. 576.)
"Barrigas por parte de minha mãe e Carvalho por parte de meu pai"
( Adaptado de: ALBERTO SOUSA LAMY, A Academia de Coimbra 1537-1990.Lisboa, Rei dos Livros, 1990, p. 576.)
Setas de São Sebastião
Os estudantes da Faculdade de Direito - Adolfo Capon, Eduardo Barreiros e Eduardo Segurado - que, em 1864 roubaram o badalo do cabrão, cometeram uma façanha que ficou na história da Academia.
No arco do Aqueduto de São Sebastião ( vulgo Arcos do Jardim ) junto à Casa do Prof. Bissaya Barreto Rosa localizava-se um nicho com a imagem do santo, cravado com setas de prata.
Uma noite, os três académicos, pondo em risco a sua vida terrena e ( talvez ) comprometendo a sua vida gloriosa no Paraíso, trepam ao referido nicho e roubam as ditas setas de prata ( bem grossas e pesadas, por sinal ... ) e deixam uma piedosa e bem intencionada inscrição na barriga do santo, no lugar das setas, artisticamente escrita em letras grandes:
"Basta de sofrimento !!"
( Adaptado de: ALBERTO SOUSA LAMY, A Academia de Coimbra 1537-1990.Lisboa, Rei dos Livros, 1990, p.640.)
No arco do Aqueduto de São Sebastião ( vulgo Arcos do Jardim ) junto à Casa do Prof. Bissaya Barreto Rosa localizava-se um nicho com a imagem do santo, cravado com setas de prata.
Uma noite, os três académicos, pondo em risco a sua vida terrena e ( talvez ) comprometendo a sua vida gloriosa no Paraíso, trepam ao referido nicho e roubam as ditas setas de prata ( bem grossas e pesadas, por sinal ... ) e deixam uma piedosa e bem intencionada inscrição na barriga do santo, no lugar das setas, artisticamente escrita em letras grandes:
"Basta de sofrimento !!"
( Adaptado de: ALBERTO SOUSA LAMY, A Academia de Coimbra 1537-1990.Lisboa, Rei dos Livros, 1990, p.640.)
Dístico de Casa em Celas
A casa do Professor E. A. em Coimbra tinha um pequeno alpendre, onde, junto à porta , se encontravam uns azulejos com os seguintes dizeres:
"Se passares e fores meu amigo
Bate, entra e senta-te à mesa comigo !"
Três estudantes, com alguma lata, tocaram à campaínha e disseram ao Professor:
" Passámos, lemos, batemos e queremos entrar !"
Levaram tal corrida que logo na Queima das Fitas seguinte, dessa década de 40 do Século XX, apareceu um cartaz:
"Ó Egídio, tira o dístico !"
( Adaptado de: RUI FERREIRA COELHO, Humor de Angola e não só. Vila do Conde, 1989, pp. 67-68.)
"Se passares e fores meu amigo
Bate, entra e senta-te à mesa comigo !"
Três estudantes, com alguma lata, tocaram à campaínha e disseram ao Professor:
" Passámos, lemos, batemos e queremos entrar !"
Levaram tal corrida que logo na Queima das Fitas seguinte, dessa década de 40 do Século XX, apareceu um cartaz:
"Ó Egídio, tira o dístico !"
( Adaptado de: RUI FERREIRA COELHO, Humor de Angola e não só. Vila do Conde, 1989, pp. 67-68.)
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
São rosas, Senhor Professor !
Felisberto Pika, estudante famoso de Coimbra, estando a copiar num exame, com a sebenta ao colo, mal viu o professor dirigir-se para ele, tapou a sebenta com a capa.
- Que tem o senhor no regaço ?
- São rosas, Sr Professor !
- Ora deixe ver ...
- Raios partam, não se fez o milagre !
( Adaptado de: RUI FERREIRA COELHO, Humor de Angola e não só. Vila do Conde, 1989, p. 71.)
- Que tem o senhor no regaço ?
- São rosas, Sr Professor !
- Ora deixe ver ...
- Raios partam, não se fez o milagre !
( Adaptado de: RUI FERREIRA COELHO, Humor de Angola e não só. Vila do Conde, 1989, p. 71.)
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Ab ovo
O Professor Lúcio de Almeida, quando um aluno se formava com a cadeira de Pediatria, apesar de toda a ignorância demonstrada, não o chumbava desde que este lhe prometesse duas coisas: primeiro, se visse o Professor caído vítima de doença ou acidente não o acudisse e depois chamasse, com urgência, um médico ...
( Adaptado de: RUI FERREIRA COELHO, Humor de Angola e não só. Vila do Conde, 1989, p. 68.)
( Adaptado de: RUI FERREIRA COELHO, Humor de Angola e não só. Vila do Conde, 1989, p. 68.)
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