Na Faculdade de Direito aprendia-se, entre outras coisas, a noção de turbatio sanguinis: o período de tempo durante o qual uma mulher divorciada ou viúva não pode casar para que, se nascer um filho, não possa haver a confusão dos sangues, isto é, a dúvida sobre se o pai é o anterior ou o novo marido.
A pergunta era uma das calistas nos exames do 1º ano e o estudante M.G. , consciente da sua ignorância, gagueija diante do examinador, o Professor Pires de Lima:
- Eu sei, mas ...Eu sei, mas ...
- Então, se sabe diga.
- É que, é que ...
- Ó homem, desembuche.
- É que estão senhoras na sala ...
- Quero lá saber disso.
A irritação do examinador era já manifesta e a resposta veio com o aluno ciciando a meia voz:
- É quando as mulheres andam menstruadas !
( Adaptado de: ALBERTO VILAÇA, À mesa d'A Brasileira - Cultura, Política e Bom Humor. 2005, pp. 160-1.)